Uma série de performances multimídia criadas para compreender a relação entre elementos da natureza e a força das mitologias femininas na realidade contemporânea.

Através da exploração de arquétipos pessoais, descobertos em suas práticas espirituais, nas quais pesquisa as diversas manifestações femininas ritualísticas, Carolina Berger conecta vida e arte, em um fluxo processual de motivações poéticas, instauradas em suas obras de literatura, vídeo, fotografia e performance multimídia. 

Nas performances multimídia, Carolina Berger convoca o público aos seus rituais pessoais multimidiáticos para dialogar sobre a cultura da egolatria, da ganância material, e dos padrões relacionados com a exacerbada exploração da autoimagem e do corpo feminino.

 

 A tríade feminina 

 Uma tríade feminina, as forças da natureza e a arte.

A performance contemporânea como um processo de libertação! 

 Carolina Berger, assume identidade de performer ao conectar escritora e personagem alter ego em obra multimídia.

Carolina Berger

(Performer)

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C.B. é uma performer que sofreu por todas as mulheres lendo Milan Kundera.

Que tomou os “senderos (caminhos) que se bifurcan” e imaginou as ampulhetas de eternidade de Borges.

Que percorreu estradas dos seus sonhos e realidades com persistente escrita.

Que transformou-se insistindo no prazer incomensurável do caminho.

Que também viveu todas as mulheres possíveis para entender as faces de sua criação.

Que tem seus C.B.s masculinos Baudelaire, Henri Cartier-Bresson, Charles Bukowski como inspiração estética.

Que homenageia a intensidade criativa de Maya Deren.

Que busca, em suas cicatrizes e vestígios de feridas, a precisão formal da obra de Bob Wilson, com quem aprendeu ser a solidão uma condição necessária para alcançar a liberdade.

 

Madame C. Bécamier

(Heterônimo literário) 

Intensa na defesa de seus ideais, Madame C. Bécamier  começa a interessar-se pelo universo da feminilidade quando decide investigar os males da egolatria, os aprisionamentos da “razão” e do machismo em relação à fundação pacífica das energias femininas pagãs e sagradas no mundo contemporâneo.

Lícia D. B.

(Personagem)

Lícia D.B. é a personificação da busca feminina por liberdade.

Tem enormes asas em seu imaginário, mantém pés de leves passos na rocha escaldante e alma selvagem a cada percurso de suas metamorfoses.

Entre uma vida virtual-mutante e de aventureira real, Lícia apresenta-se sempre de acordo com o mundo onde circula, à pedido da escritora Madame C. Bécamier e da performer cria as obras multimídia de seus relatos sonoros e visuais.É sedutora e indômita em suas convictas palavras, usadas como antídotos contra os venenos da submissão e da padronização do corpo feminino.

É como toda mulher contemporânea que contempla a paz, o amor imenso e cuida de si acreditando na natureza como força de sua vitalidade e de sua beleza.

A estrada, seu “tapete vermelho”, é onde ela viveu e cultivou suas estórias coragem e superação para a mais interminável viagem, a de autoconhecimento, a de amor próprio e de esforço para manter a compaixão incondicional por quem cruzar seu caminho de libertação.

#LiveLivingPerformanceProject é desenvolvido em Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, na ECA-USP e financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).